Com mais de 5 milhões de crianças sob a faixa dos 6 anos de idade, na Colômbia existe uma grande dívida com os grupos mais vulneráveis. Embora devam ser garantidos os direitos para todas as crianças, a qualidade de vida delas ainda continua determinada pela localização e as condições sob as quais elas nascem.

A desigualdade, como fenômeno corrosivo para a coesão social, a paz e o crescimento econômico, manifesta-se até mesmo nas chances que tem uma criança para sobreviver. Apenas em sete das  principais cidades do país, durante 2013, poderia ter se evitado mais de 60% das mortes em crianças menores de 5 anos a partir de medidas básicas tais como: o diagnóstico precoce, a vacinação e o tratamento de doenças, o saneamento básico e melhoras no ambiente socioeconômico.

A manifestação das desigualdades é representada nas probabilidades de sobrevivência que fornecem tanto as cidades quanto os territórios. Por exemplo, em 2013, as crianças de Barranquilla tiveram quase duas vezes maior probabilidade de morrer antes dos 5 anos de idade, que as crianças de Bucaramanga; enquanto isso, em Bogotá, as crianças da comunidade rural de Sumapaz foram quase 5 vezes mais propensos a morrer em comparação às crianças de La Candelaria

Mas, além das desigualdades territoriais, a vida dos pequenos também se vê marcada pela realidade econômica do seu lar, seu gênero e etnia, entre outros fatores.

Uma ferramenta para a ação

“Identificando as desigualdades para alcançar a equidade na infância”, trabalho desenvolvido pela aliança entre a Fundação Corona e Equidade para a Infância, pretende tornar-se um instrumento para a ação. Analisa as condições de vida e as desigualdades enfrentadas pelos quase 30% da população na primeira infância na Colômbia, um total de 1.400.959 crianças até os 5 anos de idade em sete cidades que fazem parte da rede de cidades colombianas  como são: Bogotá, Barranquilla, Bucaramanga, Cali, Cartagena, Manizales e Medellin.

As informações apresentadas, sua análise e recomendações, constituem uma ferramenta útil para o monitoramento cidadão sobre as condições de vida da primeira infância e para melhorar o processo de construção de políticas públicas baseadas em evidências.

Desafios e oportunidades

Superar as desigualdades e garantir os direitos na infância gera importantes desafios e oportunidades para melhorar a qualidade de vida de crianças e adolescentes e das cidades onde eles vivem. O atual período de conversações de paz na Colômbia é uma fase fecunda para avançar nas intervenções visando a primeira infância, com a perspectiva de progressar nas soluções que abordam estruturalmente a causa das várias formas de violência social e promover o desenvolvimento humano, em contextos de paz, desde os primeiros anos.

Para garantir a vida e os direitos na primeira infância, em condições de equidade, é necessário colocar o foco sobre os mais vulneráveis, para igualar o desenvolvimento de oportunidades da população. São necessárias maiores e melhores fontes de informação local, desagregadas e confiáveis, para construir intervenções verdadeiramente eficazes. Além disso, é preciso  promover espaços de participação cidadã envolvendo as crianças e suas famílias no processo de concepção, implementação e avaliação das políticas locais.

Descarregue aqui o resumo executivo 

Descarregue aqui o relatorio final (em espanhol)

Conheça mais sobre o projeto (em espanhol)

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