Um compromisso político, ético e intelectual para melhorar os mundos das crianças

Monitoramento e avaliação, questões metodológicas e conceituais

Acadêmicos/as, especialistas, jovens e crianças se reuniram para discutir sobre a infância e a juventude, a partir de temas como políticas públicas, cultura, comunicação, direitos humanos, participação e cidadania.

A I Bienal Latino-Americana de Infâncias e Juventudes, realizada nos dias 17-21 novembro de 2014, em Manizales, na Colômbia, contou com a participação de um público amplo e diversificado proveniente de diferentes países da região, como o Brasil, Argentina, México Uruguai, Equador e Colômbia.

Entre as reflexões, preocupações e recomendações que atravessaram os debates, discutiu-se sobre a desigualdade que assola o continente e a necessidade de um maior investimento em políticas públicas integrais e de longo prazo, que apostem não só na prevenção de riscos, mas também no potencial das crianças e jovens. Além disso, apontou-se a importância de considerar a voz das crianças e jovens, levando em consideração seus pensamentos, sentimentos e opiniões em todas as áreas, o que implica sua participação na formulação, implementação e avaliação das políticas públicas.

As múltiplas violências que sofrem as crianças e jovens da América Latina (estigmatização, segregação, perseguições e criminalização, assassinatos, etc.) foi outro tema de grande destaque nas discussões da Bienal e uma questão central expressa no Manifesto elaborado pelos participantes como resultado do evento. O documento afirma que nas “situações de violências e inseguranças que assolam nosso continente, as crianças e jovens não são apenas infratores, conforme apresentado pelo discurso hegemônico da mídia e de diversos governos, mas sobretudo vítimas que recebem a carga de estigmas sociais que não produziram nem propiciaram”. Um exemplo disso é a situação dos jovens mexicanos, que chegou a níveis intoleráveis, com o assassinato de seis estudantes em Iguala, Guerrero, e o desaparecimento forçado de quarenta e três alunos da Escola Normal Rural Ayotzinapa “Raul Isidro Burgos”. O Manifesto também citou os acontecimentos na Colômbia conhecidos como “falsos positivos”, os homicídios cometidos contra jovens negros excluídos no Brasil e contra os supostos ou realmente ligados a quadrilhas e gangues em vários países da América Central.

O Manifesto da I Primeira Bienal Latino-Americana de Infâncias e juventudes visa tornar público um propósito comum e constitui um compromisso político, ético e intelectual que tem o interesse fundamental de desenvolver propostas para intervir na melhoria dos mundos das crianças e jovens latino-americanos. Sendo voltado aos atores e instituições envolvidos e comprometidos com as questões da infância e juventude (formuladores e operadores de políticas públicas, acadêmicos e pesquisadores, professores e gestores das instituições de ensino, coletivos e organizações de crianças e jovens, ONGs e organizações internacionais), o manifesto convoca e sugere possíveis caminhos para a construção de sociedades melhores, mais justas e equitativas, com e para as crianças e jovens.

Leia aqui o Manifesto

DEIXAR SEUS COMENTÁRIOS

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.

NOVIDADES

Menus de configuração no Painel de Administração

X