A Copa do Mundo e os direitos das crianças

Pobreza e desigualdade, Violência e explotação, Gênero

Com a proximidade da Copa do Mundo no Brasil, redobra-se a atenção assim como os esforços das pessoas que trabalham com a promoção e defesa dos direitos da infância e adolescência. Megaeventos como a Copa do Mundo aumentam os riscos de que ocorram violações aos direitos humanos de crianças e adolescentes, tais como a exploração sexual infantil, o trabalho infantil, o tráfico e o desaparecimento.

mascota brasil 2014No Brasil, milhões de crianças ainda sofrem privações que caracterizam a condição de pobreza. Além disso, milhares delas vivem nas ruas,[1] o que as deixa especialmente vulneráveis a inúmeras violações de direitos, e, no contexto dos megaeventos, a tornarem-se vítimas ainda maiores da violência urbana, do recolhimento compulsório e da repressão policial.

As cidades-sede da Copa são áreas que já apresentam altos índices de vulnerabilidade de crianças e adolescentes à violência, mesmo sem a realização de grandes eventos. Um exemplo são os casos de  exploração sexual, uma das mais graves violações de direitos.[2] De olho na Copa e nos grandes eventos futuros e buscando minimizar seus impactos negativos sobre as crianças, várias instituições que trabalham com e pela infância vêm desenvolvendo ações articuladas, no sentido de fortalecer as redes de proteção de direitos a nível local e nacional. Infelizmente, os avanços são ainda insuficientes tal como aponta um recente diagnóstico do Sistema de Garantia de Direitos nos municípios que sediarão a Copa do Mundo, o qual revela uma série de fragilidades e problemas nas instituições e redes de proteção nesses locais.[3]

A situação em que se encontra o Sistema de Garantia de Direitos das crianças não se desvincula do contexto geral de debilidade na efetivação de direitos no Brasil. As manifestações populares que ganharam força a partir de junho de 2013 expressam desejos e necessidades claras da população: de que os cidadãos e as cidadãs brasileiros/as possam viver com dignidade, tendo garantidos seus direitos à saúde, educação, moradia, mobilidade, trabalho, entre outros, demandas sociais fundamentais para o bem-estar das crianças e de suas famílias. Sendo assim, para além do resultado da competição, a Copa do Mundo no Brasil se tornou uma oportunidade para o fortalecimento da cidadania ativa, e precisa deixar o legado do respeito e da proteção de suas crianças.

Equidade para a Infância deseja visibilizar ações de articulação de atores para o fortalecimento das redes de proteção e campanhas voltadas a prevenir casos de violência e instruir a população quanto à denúncia de casos de violação. Tais iniciativas visam somar esforços para a defesa dos direitos das crianças, e, com suas conquistas e grandes desafios, são o ponto de partida para as ações futuras como as Olimpíadas de 2016 e os eventos festivos de grande porte como o Carnaval, servindo de inspiração para outros países.

Veja mais:

–  Agenda de Convergência: Promoção, proteção e defesa dos direitos de crianças e adolescentes em grandes eventos

–  Não desvie o olhar, na Copa do Mundo

–  A Copa das Meninas

–  “PROTEJA BRASIL” Enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes durante a Copa do Mundo

DEIXAR SEUS COMENTÁRIOS

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.

VER OS ITENS DESTAQUES NESTA CATEGORÍA

NOVIDADES

Menus de configuração no Painel de Administração

X