Da “mulher/mãe” como única responsável pela pobreza infantil. Etnografia crítica de alguns programas de saúde de combate à desnutrição infantil.

Pobreza e desigualdade, Saúde

Neste trabalho propõe-se uma análise sobre as representações de gênero da mulher, seu papel social e relevância no âmbito das instituições e das políticas públicas de combate à pobreza, e, especificamente, de combate à desnutrição infantil.

Com base na análise de discursos e das instituições vinculadas à saúde e à nutrição na América Latina (Bolívia e Peru), a apresentação de Charles Charles-Édouard de Suremain explora os desafios ideológicos e antropológicos que envolvem a noção da esposa/mãe como “responsável” pela desnutrição, e, portanto, pela pobreza infantil.

Por outro lado, analisam-se as possibilidades dos atores e instituições modificarem suas representações, filosofia básica e abordagem e, consequentemente, os seus modos de ação no tocante aos estereótipos sobre a capacidade de ação (poder), o conhecimento (saber) e o desejo de mulheres/mães de crianças pobres.

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