Maras: Identidades juveniles no limite

Violência e explotação

Este livro reúne os ensaios de 11 especialistas que participaram em 2005 do colóquio do mesmo nome na UAM Iztapalapa. Inclui um glossário de “pachomas” e no epílogo um texto do escritor Carlos Monsiváis, que abre o debate e conclui na recapitulação: “Entender não é justificar, se não situar em perspectiva”. Com este documento se pretende avançar na compreensão do sentido de bairros, gangues, clicas e Maras, os textos dão conta de diversos aspectos que definem a presença de Maras e gangues nos Estados Unidos, México, Espanha, Centro e América do Sul.

maras(2)Trata-se de 11 ensaios que permitem um olhar complexo em direção ao fenômeno das “Maras”, longe dos lugares comuns que rodeiam este tipo de tema, apresenta eixos problematizados sobre o fenômeno. Evidencia os processos de criminalização que desde as categorias totalizadoras e estereotipadas como as “maras” ou “tribos” se faz sobre a juventude, e que tem homogeneizado suas realidades ofuscando processos sociais específicos que acontecem dentro dos territórios.

Em coincidência com as apresentações de Manuel Valenzuela um dos autores é imperante em perguntar sobre a construção deste tipo de categoria. De onde surgem? A que interesses servem? Isso implica posicionar as análises desde perspectivas socioculturais, visualizando todos os elementos de ordem estrutural, econômica e social que os sustentam, afastando a perspectiva maniqueístas e de causa única que satanizam os processos e movimentos juvenis latino-americanos.

DEIXAR SEUS COMENTÁRIOS

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.

NOVIDADES

Menus de configuração no Painel de Administração

X